As integrações entre espaços, como sala de jantar e estar ou sala de jantar e cozinha, são as mais comuns. No entanto, essa tendência, que se mantém forte ao longo do tempo, também pode ser explorada de outras formas.
A junção desses ambientes proporciona amplitude, além de criar sintonia e interação entre os locais. Contudo, a decoração e, sobretudo, a iluminação podem ser desafiadoras, pois é essencial considerar o conjunto como um todo, e não cada cômodo isoladamente.
Uma dúvida muito comum nesse contexto é: como definir os lustres e pendentes para ambientes integrados? Você pode usar dois pendentes próximos? Eles devem ser iguais ou podem ser diferentes?
Neste conteúdo, você encontrará as respostas para essas perguntas, além de dicas valiosas para escolher as peças ideais, garantindo beleza e funcionalidade para qualquer espaço integrado da sua casa. Continue a leitura!
Para acertar na escolha dos lustres e pendentes para ambientes integrados, o primeiro passo é identificar ou definir o estilo de decoração predominante nesses locais, especialmente se você ainda estiver construindo ou reformando.
Isso porque, ao ter um estilo estabelecido, você já tem uma ideia do tipo de iluminação que mais combina com o espaço. Cada estilo segue uma paleta de cores e materiais específicos, o que ajuda a criar uma composição equilibrada.
Os estilos mais comuns incluem moderno, contemporâneo, clássico, industrial, escandinavo, rústico e boho, mas há muitas outras opções.
Por exemplo, se você escolheu o estilo industrial para sua sala de estar e jantar, pode apostar em elementos como tubulações aparentes, cimento queimado e pendentes metálicos de aspecto rústico. As cores predominantes nesse estilo são preto, cinza e marrom.
Já o estilo escandinavo é marcado pelo minimalismo aconchegante, priorizando conforto e simplicidade. Nesse caso, a paleta de cores traz tons claros, como branco e tons pastéis, enquanto os materiais mais utilizados são a madeira clara e tecidos naturais.
Sim, desde que eles tenham características semelhantes, como cores, materiais e o design. O estilo moderno e o industrial, por exemplo, compartilham muitos elementos em comum e podem ser combinados sem dificuldades.
Por outro lado, algumas combinações podem gerar um contraste exagerado. Misturar o clássico (com dourado, veludo e detalhes trabalhados) com o boho (cheio de estampas, cores vibrantes e elementos étnicos) pode resultar em um visual desconectado.
Nesse sentido, o ideal é escolher um estilo principal e definir peças de iluminação que conversem com ele.
O tamanho total do ambiente — seja ele a integração da sala de estar com a sala de jantar ou da cozinha com a sala de jantar — impacta diretamente na escolha de lustres e pendentes. Por quê?
Em espaços amplos, você pode usar dois ou mais lustres e pendentes sem preocupações, pois a distância entre eles impede que disputem a atenção visual.
Já em layouts compactos, onde essas peças ficam a apenas 2 ou 3 metros de distância, utilizá-las juntas pode causar poluição visual, tornando a decoração carregada.
Para que o uso de múltiplos lustres e pendentes funcione, é essencial que eles estejam relativamente distantes um do outro. Além disso, o tamanho dessas peças também precisa ser considerado.
Uma boa estratégia para criar a iluminação em locais integrados é apostar na proporção. Por exemplo, se você tem um balcão na cozinha próximo à mesa de jantar, pode usar dois ou três pendentes pequenos sobre o balcão e um pendente maior sobre a mesa, criando um ponto focal sem excesso de informação.
Isso porque, se todas as peças tiverem proporções semelhantes e forem instaladas em diferentes cantos do ambiente, elas acabarão competindo entre si, tornando o visual pesado.
No caso de espaços com pé-direito alto ou duplo, os lustres e pendentes devem acompanhar essa imponência. Contudo, mesmo que o espaço permita um respiro visual, evite utilizar dois lustres grandes no mesmo local. Isso pode gerar excesso de informações visuais e sobrecarregar a decoração.
O segredo está no equilíbrio: independente do tamanho do ambiente, priorize peças com dimensões variadas, garantindo que apenas uma delas seja o destaque.
Para espaços integrados menores, muitas vezes a melhor opção é apostar em um único pendente e complementar a iluminação com alternativas como spots de embutir, trilhos eletrificados e perfis de LED.
A temperatura de cor da luz é um dos fatores mais importantes ao escolher lustres e pendentes para ambientes integrados.
Ela determina a tonalidade da iluminação emitida por uma lâmpada e é expressa na escala Kelvin (K), sendo classificada em três categorias:
Mas, qual dessas temperaturas é mais indicada para ambientes integrados?
Primeiro, é preciso considerar os cômodos que costumam ter lustres e pendentes, como:
Depois, é necessário pensar na função da iluminação nesses espaços. Lustres e pendentes normalmente têm um papel decorativo, de iluminação geral ou de iluminação de tarefa?
Para mesas de jantar, laterais, bancadas, mesas de centro e aparadores, a iluminação costuma ser decorativa. Nesse caso, o mais recomendado é a luz quente (2700K a 3500K), pois ela cria um local aconchegante, ideal para conversas e refeições.
E quanto a iluminação do ambiente como um todo?
Você pode usar mais de uma temperatura de cor, mas elas precisam ser próximas para terem sintonia. Algumas combinações indicadas são:
Por exemplo, em uma cozinha integrada com a sala de jantar, você pode ter um pendente com luz amarela (2700K a 3500K) sobre a mesa de jantar e três pendentes com a mesma temperatura de cor sobre a bancada. Já no teto da cozinha, a iluminação geral pode ser feita com um plafon de luz neutra (4000K a 5500K).
Evite misturar luz amarela com luz fria! Elas são opostas e criam um visual desequilibrado e poluído.
Basicamente, existem três tipos de iluminação, de acordo com o efeito da luz sobre a superfície: direta, indireta e difusa.
Qual tipo de luz escolher para locais integrados?
Ao selecionar lustres e pendentes, você pode intercalar entre esses tipos de iluminação. No entanto, o mais comum é optar por luz difusa, pois ela ilumina o espaço sem causar desconforto visual.
Já a luz direta pode ser uma excelente escolha para determinadas áreas, como acima da mesa de jantar, onde é primordial ter uma iluminação mais definida para visualizar os alimentos com clareza.
Ela também funciona bem em pendentes próximos a poltronas de leitura, ajudando na concentração sem forçar a visão.
No geral, a maioria dos modelos de lustres e pendentes oferece luz difusa, justamente porque esses itens são utilizados em ambientes voltados para relaxamento e socialização.
Como já mencionamos em outro tópico, a iluminação pode ter três funções principais: geral, decorativa e de tarefa.
No caso de lustres e pendentes para ambientes integrados, eles costumam ter um papel decorativo ou de tarefa, pois criam uma iluminação mais direcionada ou espalhada de forma suave.
Dessa forma, ao utilizar lustres e pendentes em espaços integrados, é essencial garantir uma boa iluminação geral com outras luminárias, já que essas peças sozinhas não são suficientes para iluminar de forma correta o ambiente, especialmente a circulação.
Por exemplo, em uma cozinha integrada com a sala de jantar, você pode instalar pendentes sobre o balcão e um modelo maior sobre a mesa para criar um efeito decorativo.
No entanto, para ter uma iluminação adequada, é interessante complementar com um perfil de LED no centro da cozinha ou um plafon com luz neutra.
Na sala de jantar, alguns spots com luz neutra podem equilibrar a iluminação sem comprometer o aconchego do local.
Se a integração for entre sala de estar e sala de jantar, opções como spots de embutir, perfis de LED ou fitas de LED em sancas, preferencialmente com luz amarela ou neutra, ajudam a manter a iluminação agradável.
Assim, os lustres e pendentes assumem o papel decorativo, destacando pontos específicos sem comprometer a funcionalidade do espaço.
Outro aspecto crucial na escolha de lustres e pendentes para ambientes integrados é o material e o acabamento dessas peças.
Eles não precisam ser exatamente iguais, mas é fundamental que tenham cores, materiais ou acabamentos semelhantes para gerarem uma conexão visual entre os ambientes.
Lembra que mencionamos o estilo da decoração? A partir do estilo definido para o espaço, você já consegue ter uma ideia dos materiais e acabamentos que devem predominar nos lustres e pendentes. Isso facilita a decisão e ajuda a manter a harmonia na composição.
Uma dúvida comum é se é possível usar o mesmo modelo de pendente ou lustre em diferentes ambientes, como na sala de jantar e na sala de estar.
A resposta é sim, mas com cautela. Dependendo do tamanho, da cor e do design da peça, duas unidades idênticas podem deixar a decoração visualmente pesada.
Normalmente criar uma ligação entre as peças por meio da cor ou do material já é o suficiente para garantir um conjunto equilibrado e bonito.
O local de instalação é um fator essencial na escolha de lustres e pendentes para ambientes integrados, pois cada peça faz mais sentido em determinados espaços.
Na prática, um lustre costuma ser instalado sobre a mesa de jantar ou a mesa de centro da sala de estar, criando um ponto focal elegante e aconchegante.
Já os pendentes, que podem ter formatos mais estreitos, alongados ou robustos, são ideais para locais como bancadas de refeições rápidas, mesas laterais de sofá, buffets ou aparadores.
Por isso, antes de escolher, é importante definir onde ele será instalado, garantindo que esteja adequado ao espaço e à função desejada.
A seguir, apresentamos algumas opções de espaços integrados com lustres e pendentes para você se inspirar! Confira!
Na imagem da esquerda, escolheram dois pendentes no estilo sputnik, na cor dourada, acima da mesa de jantar. Isso porque, uma única peça não seria proporcional ao tamanho da mesa.
Já na bancada da cozinha, optaram por três pendentes brancos em formato de cone, proporcionando uma boa iluminação para refeições rápidas.
Além disso, os pendentes dourados criam uma conexão visual com o design e a cor das cadeiras da mesa e da bancada, enquanto os pendentes brancos harmonizam com a marcenaria da cozinha.
Na imagem da direita, o pendente da mesa de jantar parece ser de metal na cor bronze. Acima da bancada da cozinha, três pendentes, também bronze, mas com detalhes em cristal, se integram às tonalidades neutras de creme e marrom presentes na decoração e nos móveis.
Perceba que, em ambos os exemplos, os pendentes e lustres não são as únicas fontes de luz. Nos espaços integrados da esquerda, a sanca de gesso, provavelmente com fita de LED, oferece iluminação extra para a área da mesa. Já o painel de LED garante uma luz neutra fundamental para o fogão e a cuba no dia a dia.
O projeto da esquerda combina beleza e sofisticação em alto nível. Os pendentes dourados da bancada, com pontas “afiadas”, trazem modernidade e ousadia ao local.
Já o pendente da mesa de jantar também foge do padrão. Em vez do clássico conjunto de arcos, ele apresenta triângulos dourados com LED em tamanhos diferentes, criando um efeito dinâmico e visualmente interessante.
Lembra da dica sobre utilizar pendentes próximos com dimensões e em quantidades diferentes? Aqui, essa estratégia funciona perfeitamente. Ambos impactam pelo design arrojado, mas o pendente da mesa de jantar se destaca ainda mais pelo seu tamanho.
Na imagem da direita, há uma fusão entre o clássico e o rústico. O pendente da mesa de jantar lembra um candelabro, um ícone da iluminação do passado, ideal para propostas com um toque retrô.
Já na bancada, os dois pendentes de cúpula em tom cobre, com vidro champagne, também remetem ao passado. Além disso, o design da parte superior lembra muito uma lamparina, reforçando essa estética vintage com elegância.
Na imagem da esquerda, você vê um pendente estilo jabuticaba na sala de estar, com estrutura de metal e vidro na cor chumbo/cobre. Já acima da bancada da cozinha, globos de vidro transparentes garantem a iluminação.
A ligação entre eles acontece tanto pelo formato arredondado das cúpulas quanto pelas cores semelhantes. Além disso, mais uma vez, fica clara aquela dica essencial: quando pendentes e lustres estão próximos, é interessante que tenham tamanhos e quantidades diferentes.
Enquanto na sala o pendente é maior e mais imponente, tornando-se o destaque do ambiente, na bancada os três pendentes de globos únicos são discretos e cumprem bem sua função.
Já na imagem da direita, o equilíbrio entre elegância e sofisticação se destaca. Na sala, o pendente de arcos, robusto e dourado, transmite imponência. Enquanto isso, na mesa de jantar, um pendente linear de globos alinhados, também com estrutura dourada, complementa o espaço com leveza.
Vale ressaltar que, apesar de um modelo ser composto por círculos e o outro por globos, eles conversam entre si devido à cor e ao design fluído. Dessa forma, o pendente da sala se harmoniza com o da mesa de jantar, sem criar conflito visual.
Como você viu ao longo do conteúdo, a escolha dos lustres e pendentes para ambientes integrados passa pela análise de alguns critérios fundamentais, caso contrário, o visual desses espaços pode ser prejudicado.
Nesse sentido, esperamos que este conteúdo tenha esclarecido as suas principais dúvidas e que você se sinta preparado para definir as peças mais bonitas e funcionais para os locais integrados do seu lar.
E se você gosta de acompanhar as tendências de casa e decoração, não deixe de conferir nosso blog sobre 10 tendências de iluminação para 2025!
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